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Esposa de desembargador que soltou chefe do PCC preso na Bolívia é suspeita de agir em sentenças

Divoncir Maran: o desembargador de MS que soltou chefe do PCC A polícia judiciária encontrou conversas de Viviane Alves Gomes de Paula com um assessor de seu ...

Esposa de desembargador que soltou chefe do PCC preso na Bolívia é suspeita de agir em sentenças
Esposa de desembargador que soltou chefe do PCC preso na Bolívia é suspeita de agir em sentenças (Foto: Reprodução)

Divoncir Maran: o desembargador de MS que soltou chefe do PCC A polícia judiciária encontrou conversas de Viviane Alves Gomes de Paula com um assessor de seu marido, o desembargador Divoncir Schreiner Maran, que apontam a intermediação da mulher em processos judiciais do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS). A informação consta em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que investiga a atuação do magistrado ao soltar o megatraficante Gerson Palermo, em 2020. "A companheira do magistrado transmitia ao assessor diretrizes relacionadas aos processos judiciais, a pedido do magistrado", cita o relatório. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp ➡️ Divoncir Maran foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em fevereiro de 2026 com aposentadoria compulsória por autorizar a prisão domiciliar de Gerson Palermo, em abril de 2020. O traficante estava preso no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande e fugiu horas depois, após romper a tornozeleira eletrônica. Seis anos depois, Palermo ainda não foi encontrado. Ele é considerado um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e está na lista dos mais procurados pelo Sistema Único de Segurança Pública. Em uma das conversas por aplicativo de mensagem analisadas, Viviane envia um documento ao assessor com um pedido: - "Boa tarde. O chefe pediu para dar uma olhada. Se pode ser no virtual", escreve Viviane Minutos depois, o assessor responde afirmando que o processo em questão pode ser julgado no virtual e questiona: - "O que quer que eu faça?", questiona o assessor. Na sequência, Viviane responde pedindo para o assessor verificar se é possível "dar provimento ao recurso". Conforme o CNJ, os pedidos enviados por Viviane ao assessor eram "prática habitual e aparentemente normalizada" e o servidor prestava informações à esposa do magistrado, entre elas, detalhes sobre elaboração de minutas de decisões judiciais e de andamento de processos. O documento não detalha se a esposa do desembargador teve participação direta na decisão que resultou na soltura de Palermo. A defesa de Viviane e Divoncir alega que o casal nega a prática de qualquer irregularidade e aguarda acesso à investigação para apresentar sua defesa. "Qualquer pré-julgamento é imprudente antes que os investigados possam ter conhecimento dos detalhes da investigação e exercer seu direito constitucional à defesa". Obra milionária para com dinheiro vivo Viviane Alves Gomes também aparece no relatório do CNJ sob a suspeita de realizar pagamentos em dinheiro em espécie para pagar serviços da construção de uma mansão. Conforme a Polícia Federal, em 2020 Divoncir e Viviane compraram um terreno em um condomínio de alto padrão em Campo Grande, onde construíram uma casa. Segundo o inquérito, a obra custou mais de R$ 2,1 milhões. Trocas de mensagens interceptadas pela Polícia Federal indicam que Viviane combinava encontros presenciais para efetuar pagamentos em dinheiro e evitava usar cartão. Segundo relatório da PF, a reforma começou em 2021, um ano após Divoncir conceder prisão domiciliar a Gerson Palermo. LEIA TAMBÉM Obra milionária e dinheiro vivo: PF detalha como esposa de magistrado que soltou chefe do PCC pagou por mansão Registros de tela revelam ‘gambiarra’ de desembargador para soltar chefe do PCC condenado a 126 anos Condenado a 126 anos e ex-sequestrador de avião: a história do chefe do PCC solto por desembargador O que diz a defesa de Divoncir Maran? Em nota, a defesa do desembargador — feita pelos advogados Romulo Martins Nagib, Luis Gustavo Mendes e Luciano Felício Fuck — negou irregularidades e disse esperar acesso à investigação. Leia a nota na íntegra abaixo: "O Desembargador Divoncir Schreiner Maran e sua esposa negam a prática de qualquer irregularidade e aguardam acesso à investigação para apresentar sua defesa. Qualquer pré-julgamento é imprudente antes que os investigados possam ter conhecimento dos detalhes da investigação e exercer seu direito constitucional à defesa". Desembargador Divoncir Maran e a esposa. Redes sociais/Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: